
Recorrendo novamente a um paralelismo com o comércio virtual, um site de uma empresa de retalho deve disponibilizar uma seleção de produtos bastante ampla e com qualidade suficiente para atrair, satisfazer os clientes na sua primeira visita e garantir que eles voltem sempre. O conteúdo e os cursos que oferece devem ter a diversidade suficiente para que a meta do “just-in-time learning”, ou seja, a possibilidade de aceder a novo conhecimento a qualquer hora e em qualquer lugar, seja alcançada. Um membro da equipa que deseja resolver um problema ou desenvolver uma competência em determinado momento deve ser capaz de encontrar uma resposta rápida no portal de aprendizagem. Se realmente deseja que a sua empresa seja uma organização que aprende, é fundamental incentivar o chamado “pull learning”, em que os colaboradores procuram os conteúdos por conta própria, ao invés do “push learning”, em que os cursos são prescritos e obrigatórios.
Para incentivar essa abordagem, o seu LMS deve ter algumas funcionalidades, como um sistema de pesquisa eficiente, um catálogo de conteúdos de livre acesso, ferramentas para partilhar conteúdo entre colegas e a capacidade de integrar redes sociais corporativas, de forma a que seja possível distribuir o conteúdo e os cursos de forma mais ampla. Idealmente, o seu LMS deve ter todo o conteúdo centralizado: ou seja, conteúdos de terceiros e o seu próprio conteúdo, e todos os cursos devem estar acessíveis por um único ponto de entrada. É também muito importante integrar o conteúdo adquirido seguindo a estrutura de competências e/ou valores corporativos para tornar a formação mais significativa para os colaboradores. Na verdade, não é uma questão de escolher entre “push” e “pull”: devemos combinar os dois. Prescreva conteúdo quando necessário, e comunique-o de forma estrutura e apelativa.
Fique atento às próximas dicas!